O PRÉ-MILENISNO PRÉ-TRIBULACIONISTA
O
PRÉ-MILENISNO PRÉ-TRIBULACIONISTA
O Pré-Milenismo é o ensino doutrinário que considera futura a prisão de Satanás, referida no Livro de Apocalipse 20:1-6, sendo que ocorrera no retorno de Jesus Cristo a essa terra. Pode ser classificado em histórico e dispensacionalista divergindo, entre outras questões doutrinárias, acerca do momento em que ocorrerá o encontro da Igreja com Cristo nos ares, referido pelo Apóstolo Paulo em I Tess 4:13-18.
O Pré-Milenismo Histórico é considerado pós-tribulacionista, ou seja, o encontro da Igreja com Cristo nos ares poderia ser definido como um cortejo de boas-vindas. A Igreja sobe arrebatada ao encontro de Jesus Cristo e retorna para a terra onde será estabelecido o milênio. Por outro lado, o Pré-Milenismo Dispensacionalista [ou clássico], se divide em três outras correntes doutrinárias, cuja divergência principal é relacionada ao arrebatamento.
No presente estudo, trataremos acerca do Pré-Milenismo Dispensacionalista Pré-Tribulacionista, que defende o retorno de Jesus Cristo para estabelecer o reinado milenar nessa terra. Contudo, a Igreja será retirada através de um arrebatamento secreto antes do início do período de Tribulação, que seria a última semana [07 anos] da profecia das setenta semanas referida no Livro do Profeta Daniel.
Em síntese
apertada, pode-se afirmar que de acordo com o ensino dessa corrente
doutrinária, a Igreja será arrebatada da terra em um evento secreto, antes do
surgimento do anticristo. Com a retirada da Igreja, o anticristo surge no mundo
e faz uma aliança de paz, sendo erguido o Terceiro Templo em Israel. Contudo,
após 3 e ½ anos, o anticristo rompe essa aliança e se assenta no Templo em
Israel se proclamando como sendo o próprio Deus, o que seria a abominação desoladora prevista por Daniel.[i]
[Fonte [ii]]
Contudo - assim como a quase totalidade daqueles que entendem que a última semana da profecia das 70 semanas referidas no Livro do Profeta Daniel ficou para ser cumprida no futuro -, esse ensino já começa com uma interpretação equivocada acerca da grande tribulação.
Entendemos que a última semana da profecia das setenta semanas ficou para ser cumprida no futuro, porém, não pelo entendimento dispensacionalista. A explicação é apresentada no estudo que se encontra nesse blogger que leva o nome de : As Duas Noivas do Cordeiro! No nosso entendimento, estamos na Semana de Lia [Ou Igreja] que não era amada e foi recebida em lugar da que era amada: Raquel [Jerusalém].
O primeiro questionamento é em relação a separação que é feita entre Igreja e Israel, que entendemos não ser mais possível. Afinal, da simples leitura do estudo As Duas Noivas do Cordeiro, verificamos que Jesus Cristo estabeleceu o que podemos denominar de Último Israel [considerando que é o Último Adão], do qual fazem partes judeus e gentios, sem qualquer distinção, pois, todos foram feitos um n´Ele.[iii]
O segundo questionamento é em relação ao período de 07 [sete] anos que é denominado de Tribulação ou Grande Tribulação conforme os intérpretes. Porém, quando o Senhor Jesus Cristo faz referência ao Livro do Profeta Daniel[iv], ao falar acerca da “Grande Tribulação”, essa é situada para a metade da última semana. No versículo 15, de Mateus 24, o texto é cristalino: ¹”Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda”.
A referência que faz o Nosso Senhor Jesus Cristo é ao texto de Daniel 9:27 e Daniel 12:11, que é o ingresso no mundo do Assolador, o que ocorre na metade da última semana. Dessa forma, não há qualquer referência bíblica de que os 07 [sete] anos sejam de tribulação ou grande tribulação, mas apenas em relação a segunda metade da referida semana.
A propósito, esse período é o mesmo mencionado em Daniel 12:1 [Tempo de Angústia], quando Miguel se levanta para defender o Povo de Deus, em clara alusão a Apocalipse 12:7.
O terceiro questionamento é em relação ao que seria essa “abominação desoladora”, ou virá o “assolador” referido no Livro de Daniel. Ao contrário do ensinamento dessa corrente, não se trata do anticristo romper o pacto com Israel e se assentar no templo reconstruído, em Jerusalém, se proclamando o próprio Deus, sacrificando ou não animais impuros no local. Na realidade, o Assolador é Satanás que será expulso dos céus quando do arrebatamento da Igreja, sendo sugerido a leitura do estudo: Satanás não foi expulso dos céus.
Por outro lado, o sacrífico de Jesus Cristo é eficaz e rompeu de vez com os rituais da lei. Assim, o próprio retorno dos sacríficios em eventual terceiro templo reconstruído será uma abominação a Deus. Dessa forma, a interrupção desses sacríficios, caso retornassem, e o anticristo se assentar no templo ostentando-se como se fosse um deus não teria o condão de profanar um santuário que já estaria contaminado com o retorno dos rituais da lei. Sugerimos a leitura do estudo que se encontra nesse blogger: A (des) necessidade de construção do Terceiro Templo.
O quarto questionamento é em relação ao motivo da retirada da Igreja da face da terra e que pode ser visto na história do povo de Deus. No dilúvio, o povo justo foi colocado a salvo em uma arca e os demais foram destruídos. Em Sodoma e Gomorra, o povo justo de Deus foi retirado daquelas cidades para que os Juízos fossem executados, por dois anjos. Já em Egito, como o povo de Deus se encontrava na cidade de Gosén, de lá Moisés e Arão enviaram as pragas ao povo de Faraó.
Com a retirada da Igreja de Cristo da face da terra tem início, concomitantemente, a execução dos Juízos de Deus. Não há como o anticristo surgir no mundo e colocar o mundo em paz, com Deus executando juízos sobre a face da terra. Seria o mesmo que esperar que Faraó conseguisse deixar o Egito tranquilo com as pragas sendo enviadas através de Moisés e Arão. Ademais, se é dada autoridade para a besta agir por 42 meses, que é a primeira metade da semana, Deus não executará juízo nessa parte.
A saída da Igreja é concomitante com o ingresso das duas testemunhas, o que faz com que a besta deixe de ter autoridade, pois, essa é transferida para os executores dos Juízos de Deus que estarão em Jerusalém. Ademais, com a expulsão de Satanás dos céus, ele entra no corpo do segundo filho da perdição [o primeiro foi Judas] que é o anticristo ou a besta.
Dessa forma, a razão do arrebatamento pode ser definida em primeiro lugar, para marcar o retorno da Última Eva [Igreja] ao paraíso e com isso provocar a expulsão de Satanás dos Céus. Por outro lado, não menos importante, é livrar todos aqueles que foram justificados em Cristo Jesus, dos juízos que serão executados no mundo. Assim como dois anjos executaram os juízos sobre Sodoma e Gomorra, e Moisés e Arão sobre o Egito, as Duas Testemunhas serão essas executoras do Juízo de Deus sobre o mundo atual.
Elas estarão em terra na segunda metade da última semana, e assim como os dois anjos vieram a Sodoma e Gomorra e retiraram Ló e os seus, vindo em seguida os juízos, elas ingressam no cenário mundial assim que a Igreja é retirada, dando início a execução dos juízos sobre a terra.
Assim, não há a necessidade de reconstrução do Terceiro Templo, pois, o anticristo não irá se assentar nele se proclamando o próprio Deus. O verdadeiro sentido das palavras de Paulo em II Tessalonicenses 2:4, está relacionado ao fato de que ele buscara ocupar no mundo um lugar que não é dele, mas de Jesus Cristo, como cabeça da Igreja. O Templo do Deus vivo é a Igreja, sendo que habita em nós através do Seu Espírito Santo.
O que foi oferecido para Jesus Cristo, na tentação no deserto, será entregue ao anticristo por Satanás, que assumirá no mundo a condição de líder religioso e político, com poderes sobre toda a humanidade. Porém, somente durante a primeira metade da última semana, pois, na segunda metade, com a expulsão de Satanás dos Céus e o arrebatamento da Igreja, as duas testemunhas terão 1.260 dias para executar os juízos de Deus sobre o mundo.
Por outro lado, a retirada da Igreja da face da terra não será de forma secreta, pois, todos aqueles que ficarem para trás verão os justificados em Cristo sendo levado para os ares, o que provocara um caos maior no mundo. Afinal, a aparente tranquilidade em que o mundo estava sob o comando do anticristo foi rompida pela expulsão de Satanás dos Céus, que ao vir a terra, entra no corpo do segundo filho da perdição.
Por esse motivo, o pacto é rompido na metade da semana, pois, a partir daquele momento é Satanás que passa a agir no corpo do anticristo. A paz aparente que havia no mundo, também, é interrompida pelo ingresso das duas testemunhas que estarão em Jerusalém e de lá enviarão os Juízos para o mundo atual, e como prova do amor de Deus para com aquela cidade, assim como em Gosén, ela não sofrerá os danos da ira Divina.
O quinto questionamento é apresentado pelo Apóstolo Paulo em sua segunda carta a Igreja em Tessalônica [ II Tess 2:1-3], que ao se referir a nossa reunião com Jesus Cristo, afirma que isso não aconteceria sem que antes o anticristo fosse relevado ao mundo. E na realidade, seremos por ele perseguidos por 42 meses [ Apocalipse 13:5; Daniel 7:25].
Não há qualquer explicação por parte dos Pré-Tribulacionistas para o motivo pelo qual o anticristo rompe o suposto pacto com Israel na metade da semana. Mas como visto, o que faz ocorrer a mudança de postura dele é que na primeira metade ele recebe de Satanás poder para atuar por 42 meses, e na segunda metade, é Satanás quem passa a comandar as ações de forma direta, já em seu corpo.
Nessa altura sugerimos a leitura do estudo “A Mulher e o Filho Varão”, sendo que ela representa a Jerusalém Celestial, que é a nossa mãe. O nascimento do Filho Varão, a revelação dos Filhos de Deus, sendo que serão arrebatados para Deus na metade da última semana da profecia de Daniel.
Perceba que a Mulher [Jerusalém] será protegida por 1.260 dias fora da vista de Satanás, o que corresponde ao período em que as Duas Testemunhas estarão lá e executarão os Juízos de Deus sobre o mundo. Da simples leitura do capítulo 12 de Apocalipse, na primeira sessão que vai dos versículos 1 ao 6, assim que ocorre o nascimento do Filho Varão [ou revelação da Igreja dos Primogênitos arrolados nos céus] a Mulher é levada para o deserto para ser protegida.
Nos versículos 12 e 13 de Apocalipse 12, verifica-se que a primeira atitude de Satanás ao ser expulso dos Céus é se dirigir contra Jerusalém para destruí-la, porém, o texto fala que será protegida por 1.260 dias, sendo que a presença das 02 Testemunhas impede o ingresso do anticristo e seus exércitos [Lucas 21:20-25]. Satanás ao ser expulso dos céus ingressa no corpo do anticristo que se volta contra Jerusalém para invadi-la, mas não pode fazê-lo até completar o período de atuação das duas testemunhas.
O amilenismo e o pós-milenismo como pode ser visto no estudo “Satanás não foi expulso dos céus” não se sustentam, pois, a base em que construídas as doutrinas é falha, pois, Satanás sequer foi expulso dos céus, quanto menos se encontra preso e acorrentado. Por outro lado, nós veremos o anticristo surgir no mundo e seremos por ele perseguidos durante 42 meses, e em seguida seremos levados aos Céus para que Deus possa, através das duas testemunhas, executar seus juízos sobre a face da terra.
Assim, não
se sustentam as doutrinas pré-tribulacionistas e/ou pós-tribulacionistas, pois,
em relação a essa última, é preciso reforçar que Deus jamais executará juízos destinados
aos ímpios, com os Justificados em Cristo estando em terra.
Para a
maior glória de Deus!
[i] https://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/paz-e-seguranca-parte-2
https://marcos-milagre.blogspot.com/2015/07/a-grande-tribulacao-e-o-arrebatamento.html
[iii] Gálatas
3:28, I Coríntios 12:13, Efésios 2:12-33
[iv] Mateus
24:15-21 com correspondência em Marcos 13:14 e Lucas 21:20-25

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