A ABERTURA DO PRIMEIRO SELO
A ABERTURA DO PRIMEIRO SELO
E,
havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais,
que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e
o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e
saiu vitorioso, e para vencer. [Apocalipse 6:1,2]
Como
qualquer outra passagem do livro de Apocalipse, a abertura do primeiro selo que
apresenta um cavaleiro montado sobre um
cavalo branco, também, gera muitas controvérsias no meio cristão. A começar pela
identidade do cavaleiro, que para não poucos, simboliza Jesus Cristo[i],
o que para nós não seria correto.[ii]
Mas
para compreensão da passagem é interessante analisar, primeiramente, a abertura do segundo selo,
onde nos é apresentado o segundo cavalo, de cor vermelha. Ao cavaleiro que está
assentado sobre ele é dito que tirasse a paz da terra, para que os homens se
matassem pela espada, o que nos remete para o ingressso num período de
guerras.
Dito isso, se torna fácil a compreensão do significado do cavalo branco referido no primeiro selo, considerando o que é apresentado em relação ao segundo cavalo. Por questões óbvias, para que o segundo cavaleiro retirasse a paz da terra, para que os homens se matassem, era necessário que o mundo tivesse ingressado em paz, ao menos aparente, o que desde os primórdios da civilização não temos.
Nesse
aspecto, convém nos reportamos as palavras do Apóstolo Paulo em sua primeira
carta a igreja em Tessalônica:
Pois que, quando disserem: Há paz e
segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto
àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. [1 Tessalonicenses 5:3]
O Apóstolo Paulo no capítulo 4,
de sua primeira carta a Igreja em Tessalônica, discorre acerca do arrebatamento
da Igreja para o encontro com Jesus Cristo. No capítulo seguinte ele continua
com o tema e faz referência ao tempo em
que ocorreria o retorno de Jesus Cristo, ocasião em que profere as palavras
destacadas acima.
Dessa forma, cremos que a
abertura do primeiro selo faz com que o mundo seja colocado em paz, mesmo que
essa não seja a verdadeira, pois, somente Jesus Cristo pode dar. Mas para que o
mundo seja colocado em paz, necessário é que os eventos anteriores a essa
pacificação mundial, possa chegar ao ponto de levar a humanidade ao risco de
aniquilação, considerando os modermos armamentos disponíveis hoje.
Cremos, portanto, que o cenário mais provável para o surgimento do anticristo no mundo [vindo do reino dos mortos] seria com o agravamento das crises atuais, como exemplo, a guerra no oriente médio entre Israel e o Hamas, a guerra entre a Rússia e Ucrania com o ingresso de outros países, além da possibilidade de surgimento de novos conflitos [invasão de Taiwan pela China, como exemplo], levando o mundo a caminhar, a passos largos, para o risco de aniquilação em um conflito nuclear.
Naturalmente, que o agravamento
da situação mundial no campo político levaria a uma grave crise nas bolsas de
valores, com a possibilidade de derrocada dos
mercados mundiais, abrindo caminho para que haja o ressurgimento das cinzas, como uma
fénix, com a implantação da marca da besta.
Nesse cenário caótico, o surgimento
do anticristo no mundo, vindo do reino dos mortos, facilitará
a sua tarefa de buscar a união entre as nações e colocar um mundo em uma falsa paz. O fato
de ter sido um líder religioso de grande influência e carisma, aliado ao fato
de retornar dos mortos em um corpo não mais sujeitos a limitação do nosso, possibilitará
que possa convencer as nações ao caminho da paz, pois, será adorado como "um deus".
Teremos, portanto, a firme
aliança que será por ele firmada por 07 [sete] anos e descrita no livro do
Profeta Daniel.
Dessa forma, compreendemos que a
abertura do primeiro selo marca o início da última semana da profecia das
setenta semanas referida no livro do Profeta Daniel. O cavaleiro, portanto,
simbolizaria o anticristo, a quem é dada uma coroa ou autoridade para agir por 42
meses, o que a princípio poderia parecer uma contradição.
Afinal, em Daniel 9:27 nos é mostrado que ele fará uma aliança por 07 anos, ao passo que em Apocalipse 13, ele recebe autoridade para agir, somente, por 42 meses. Com seu retorno do abismo, o anticristo terá os reinos do mundo entregues a ele por Satanás, e conseguirá colocar o mundo em paz, e isso por 42 meses. Ocorre que justamente na metade da semana é aberto o segundo selo, com a retirada da Igreja da face da terra e a expulsão de Satanás dos céus [sugiro leitura: Satanás não foi expulso dos céus].
Com isso, cessa a autoridade do
anticristo e quem passa a agir em seu corpo é o próprio diabo, que ao ser expulso dos céus e lançado a terra - assim como fez em relação ao primeiro filho da
perdição, Judas - entra no corpo dele, fazendo cessar a paz.
A primeira providência de Satanás ao vir a terra é, justamente, reunir os
exércitos do anticristo e se dirigir contra Israel [sugerimos a leitura de As
Duas Testemunhas e A profecia das 70 Semanas].
Para a maior glória de Deus.
[i]
O grande teólogo, Dr. Russel P. Sheed, defende que este primeiro selo se aplica
a Cristo, considerando que no Apocalipse o branco sempre se refere ou é
associado a Cristo, ideia na qual eu também partilho (veja Ap 19.11). Este
primeiro cavalo representa a conquista. Sempre que Cristo aparece ou Sua
Palavra é anunciada, satanás se agita e começam as tribulações e perseguições
sobre os cristãos.
https://www.belajerusalem.org.br/destaques/o-cavaleiro-no-cavalo-branco/
[ii]
O primeiro problema em identificar o cavaleiro como Jesus Cristo decorre de que
a ele é entregue uma coroa, que simboliza poder. Porém, Jesus Cristo foi quem
abriu os selos e Ele, como Deus, é ONIPOTENTE, não fazendo o menor sentido a
entrega da coroa. Ademais, no capítulo 19 a descrição do cavalo branco e Seu
Cavaleiro destoa, por completo, de Apocalipse 6. E mais, nos apresenta aquele
que é Fiel e Verdadeiro, nos contrapondo a um anterior que foi infiel e era falso.
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