AMILENISMO
AMILENISMO
O Amilenismo, em linhas gerais, defende que a prisão de Satanás ocorreu na primeira vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo[1] - não sendo esse um período de mil anos literais-, se estendento até o Seu retorno.[2] Não haverá um reinado literal de Jesus Cristo sobre a terra.[3]
Contudo, como é do conhecimento do leitor, a base de um edifício é o seu alicerce, de forma que se não houver fundação suficiente, toda a estrutura vai a ruína. No caso da doutrina Amilenista, o que se aplica as demais correntes, o que pode ser chamado de alicerce é a interpretação atribuída a prisão de Satanás referida no capítulo 20 do livro de Apocalipse.
Dessa forma, para Amilenistas, o que nesse aspecto a doutrina se assemelha com os pós-milenistas, a prisão de Satanás ocorreu na primeira vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antes de analisar o edifício que foi construído sobre essa base teórica, é necessário compreender se de fato, Satanás se encontra preso e acorrentado, pois, entendimento diverso o faz ruir.
E nisso reside o principal problema do Amilenismo e que dispensa a análise do que foi construído sobre esse alicerce. A questão é que Satanás não se encontra preso e acorrentado, pois, na realidade sequer foi expulso dos Céus, local onde exerce a função de nosso acusador.
Satanás era um anjo que compunha as hostes celestiais de Deus, ele era o Querubim da Guarda que tomava conta do Jardim de Deus, porém, se rebelou contra o Seu Criador. Como consequência foi julgado pelo seu ato, e proferida uma sentença sobre ele, ser expulso do paraíso Divino e ser lançado no lago de fogo e enxofre, feito para ele e seus anjos.
O paraíso é colocado na terra como lugar para habitação de Deus com o homem que havia criado, sendo que a ordem que foi dada a Adão, o primeiro, era determinante para que fosse cumprida a sentença sobre Satanás. Caso Adão não tivesse comido do fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal, ele e Eva permaneceriam no paraíso e, naturalmente, estariam até hoje no mundo.
Por outro lado, Satanás e seus anjos seriam lançados no lago de fogo e enxofre, por toda a eternidade. Contudo, o pecado do homem fez com que ele e sua esposa fossem expulsos do paraíso, dando a Satanás a sobrevida como nosso acusador. Dessa forma, a expulsão de Satanás dos céus é futura e, naturalmente, sua prisão, o que torna o alicerce sobre o qual levantada a doutrina amilenista ser falho, fazendo com que todo o edifício caia, sem necessidade de serem analisados os demais pontos dessa doutrina.
Para saber
mais acerca de Satanás, é aconselhável que o leitor leia o estudo bíblico que
se encontra nesse blogger intitulado: Satanás não foi expulso dos céus!
Para a maior Glória de Deus !
[1]
De acordo com a interpretação amilenista [1], a prisão de Satanás nos
versículos 1 e 2 é a prisão que ocorreu durante o ministério terreno de Jesus.
Ele falou sobre amarrar o valente a fim de poder saquear a casa (Mateus 12:29 -
“Ou, como pode alguém entrar na casa do valente, e roubar-lhe os bens, se
primeiro não amarrar o valente? e então lhe saquear a casa”) e disse que o
Espírito de Deus estava presente naquele tempo em poder para triunfar sobre as
forças demoníacas: “Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios,
então chegou a vocês o Reino de Deus” (Mateus 12:28). Semelhantemente, com
respeito à destruição do poder de Satanás, Jesus disse durante o Seu
ministério: "Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago” (Lucas 10:18).
https://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/argumentos_amilenismo.htm
[2]
No mundo do cristianismo, o termo “amilenista” se refere a uma visão específica
sobre o fim dos tempos, mais precisamente sobre o milênio profetizado no livro
de Apocalipse, capítulo 20. Diferente de outras interpretações que defendem um
período literal de mil anos de paz e reinado de Cristo na Terra, os amilenistas
acreditam que essa passagem simbólica representa um período de tempo
indeterminado, já iniciado com a primeira vinda de Cristo e que se estende até
sua segunda vinda, quando então ocorrerá o julgamento final. Para os
amilenistas, o milênio não é um evento físico, mas sim um estado espiritual que
já se manifesta na Igreja, onde Cristo reina através do Espírito Santo e seus
seguidores experimentam a vitória sobre o pecado e a morte.

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